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Exclusivo: Presidente da FENAPAF faz balanço da gestão

O Presidente da FENAPAF, Felipe Augusto Leite, recebeu a equipe do fenapaf.org.br na tarde desta 4ª feira (27/12) na moderna sede do Sindicato dos Atletas do Rio Grande do Norte – SAFERN, em Natal.
 
Site:  Como o senhor avalia o seu 2º ano de administração à frente da Fenapaf?
 
Felipe:  tivemos mais um ano de intensa dedicação aos atletas que atuam no futebol brasileiro. Seguindo a linha traçada desde o começo, intensificamos os contatos com as instituições responsáveis pelo futebol, clubes, federações, universidades e também o Governo Federal. Esse trabalho de relacionamento não vai parar. Destaco alguns outros pontos importantes, como a campanha da faixa pela proteção aos direitos dos atletas, a campanha “Todos por Vocês” em favor das vítimas e suas famílias do vôo da Chapecoense, a campanha “Novembro Azul” de alerta sobre o câncer de próstata, todas com apoio maciço da categoria. Conseguimos normatizar judicialmente o intervalo de 66 horas entre duas partidas e o limite de 28 graus em jogos realizados às 11h. A proteção à saúde dos atletas é nossa grande marca.
 
Site: algo mais?
 
Felipe: com o apoio do nosso Conselho Deliberativo e da nossa diretoria adquirimos e equipamos nossa sede própria em um moderno prédio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Estamos vendo os sindicatos estaduais com atuações mais firmes junto aos atletas, aprimorando o relacionamento sadio entre todos. As causas políticas de mudança da Lei Pelé tem sido debatidas com os atletas antes mesmo de tomada de posições no Congresso Nacional. Conseguimos montar um quadro de cumplicidade com a categoria e tê-la unida em prol de todos é uma conquista fantástica.
 
Site: o Clube de Capitães tem ajudado?
 
Felipe: opa, só tem ajudado a discutir e difundir nossas ideias e ações sociais, políticas e administrativas. Tudo o que fazemos é passado pelo Clube de Capitães. Ajustes serão feitos a partir de janeiro para que seja atualizada a representação em cada clube brasileiro. São muitas transferências de atletas e precisamos fazer esses acertos pois já somos 110 capitães e outros líderes.
 
Site: a CBF passa por um sério problema administrativo, seu presidente está afastado. Como o senhor avalia essa questão e como pode prejudicar o futebol brasileiro, especialmente a relação com os atletas?
 
Felipe: nós não temos interesse em interferir nas causas interna corporis da CBF e as questões de comportamento devem ser apreciadas pelos órgãos competentes, sejam de fiscalização, investigação ou punição, eis que ninguém pode estar acima das leis. Nossa atuação persegue o exercício sadio e amplo da profissão. Discutimos meios de evitar o amadorismo administrativo dos clubes e o aumento das dívidas trabalhistas e fiscais, afinal de contas, clubes fortes, atletas fortes também. Focamos um calendário em que a maioria dos atletas brasileiros tenha o direito de exercer a profissão com dignidade, acesso ao trabalho, garantia constitucional e direito fundamental do cidadão. Somos 11.571 atletas registrados e apenas 1,2 mil trabalham o ano todo, ou seja, 10%. O ano passado tínhamos 18 mil postos de trabalho.
 
Site: e os clubes, o que fazem?
 
Felipe: temos um quadro contrário aos nossos interesses. O Brasil tem algo em torno de 700 clubes registrados mas apenas 40 atuam o ano inteiro. Isto é grave. Os clubes estão deixando de existir ou mesmo assumindo passivamente suas sazonalidades por atuarem apenas durante três meses no ano. Estamos adubando um gravíssimo problema social: famílias estão sendo devastadas, o nosso atleta ainda jovem está sem expectativa de futuro, há flagrante aumento da marginalidade e consequente incremento da criminalidade praticada por atletas de futebol sem emprego, o alcoolismo fulmina um número cada vez maior de atletas e o suicídio virou prática comum na categoria. Precisamos acordar pra isto.
 
Site:  qual o papel da Fenapaf diante dessa realidade?
 
Felipe: Essa realidade já foi passada à CBF pela Fenapaf mas não tem sido tarefa fácil mudar este quadro. Na Copa do Brasil e na Série D houve aumento do número de clubes participantes, todavia, caiu o período de trabalho dos atletas. Já em junho apenas 92 clubes estão em atividade no País, ou seja, 15% do total. Existe uma profunda anomalia no desenrolar do ano esportivo no Brasil, onde pouquíssimos atletas jogam demais, a esmagadora maioria joga de menos e não há vontade política de mudar essa triste realidade. O Governo Federal já sabe disto mas também ainda não sensibilizou-se a fim discutir, tornar a sua obrigação em ação e enfrentar o problema. Fomentar o esporte no Brasil é previsão constitucional apenas no papel, infelizmente.
 
Site: como ficaram a questão das férias em 2018?
 
Felipe: a CBF apresentou o calendário garantindo os 30 dias ininterruptos e nos deixou satisfeitos pois demonstrou respeito ao atleta. Lamento, entretanto, que a pré-temporada tenha sido abalada em 9 dias: é que há 03 anos temos 25 dias exclusivos de treinamentos antes do início das competições e isso foi alterado por causa da Copa do Mundo, evento previsível  que ocorre há quase 90 anos. A ciência explica que houve retrocesso.
 
Site: o que atormenta o presidente da Fenapaf na proposta de reforma da Lei Pelé?
 
Felipe: há duas propostas tramitando no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados temos a Lei Geral do Futebol que vem sendo debatida há quase três anos, Comissão presidida pelo Andrés Sanches e relatada pelo Rogério Marinho. Estivemos em diversas audiências públicas e nos gabinetes desses parlamentares que sempre foram atenciosos conosco, principalmente na reconsideração de vários temas propostos na redação inicial. Lamento não ter convencido ainda quanto a proposta de fracionamento das férias em dois períodos de 10 e 20 dias e do fracionamento do repouso semanal remunerado, em dois períodos de 12 horas. O descanso do atletas significa uma melhoria no espetáculo, incremento do número de torcedores, patrocinadores e consequente geração de empregos. A questão da rescisão antecipada é outro tema polêmico nessa proposta e que merece revisão.
 
Site: e no Senado?
 
Felipe: a proposta do Senado Federal ganhou o nome de Lei Geral do Desporto e abrange várias modalidades. A presidência da casa nomeou um grupo de juristas renomados em direito desportivo, sob a coordenação do Doutor Wladimyr Camargos, e foi elaborada uma proposta bastante ampla. Os projetos aguardam aprovação da primeira redação e acredito que a melhor solução é uma fusão de ambos. Esperamos que a boa ideia de modernizar a legislação não leve mais uma vez à subtração dos direitos dos atletas.
 
Site: o senhor pode mandar uma mensagem para os atletas?
 
Felipe: claro que sim. Esperamos continuar evoluindo nas relações que temos com os sindicatos regionais, base de todo o nosso trabalho. A interação com os atletas será outro marco em 2018 pois nós todos trabalhamos para o bem deles. A maior conquista até agora foi essa parceria com eles e também outra conquista marcante foi a maior conscientização dos atletas de ponta em ajudar os mais necessitados, àqueles que ganham até 4 salários mínimos mensais, 95% do total, e que ficam a maior parte do ano desempregados. Agradeço de coração a confiança que estão tendo em nosso trabalho e espero que o ano novo seja repleto de oportunidades à todos, e que o nosso futebol reconquiste a hegemonia do futebol ganhando a futura Copa do Mundo, na Rússia.

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